Resenha: Tempos Líquidos - Zygmunt Bauman




Zygmunt Bauman é um sociólogo nascido na Polônia na tradição Marxista mais conhecida através de suas críticas ao consumismo, modernidade e memória cultural (especialmente o Holocausto). Seus livros “líquidos”, incluindo “Modernidade Líquida” (2000), “Amor Líquido” (2003), “Vida Líquida” (2005), “Medo Líquido” (2006), e o livro aqui considerado, “Tempos Líquidos: vivendo na idade da incerteza” (2006), pela maior parte parecem ser pequenos livros que tem a intenção de confirmar os argumentos que Bauman fez ao longo de sua carreira.

O foco em “Tempos Líquidos” é a meta-crítica da globalização e todos os problemas que ela apresenta, com a tese central de Bauman sendo que as consequências da globalização tem impedido tentativas de justiça internacional. O objetivo da globalização - erradicar qualquer barreira e portanto criar “mercados sem fronteiras” - resulta na transição de um mundo onde pessoas são sujeitos para as leis e proteções de seus países nativos para um em qual medo radical e falta de segurança são reificados e o “desaparecimento dos laços humanos e o ‘murchamento’ da solidariedade” reina. Essa falta de segurança resulta em medo e uma perceptível falta de controle, na qual se perpetua a mudança da segurança nacional que experienciamos em democracias liberais. E assim o ciclo anda. Em sua comparação de cidades, as localizadas globalmente (que podem participar na esfera integrada da globalização) e as que não são, Bauman diz que o trabalho da cidade tem mudado de proteger seus habitantes de pessoas de fora para abrigar populações do “gueto” e estranhos.

Nossos novos tempos líquidos também trouxeram um improcedente número de refugiados, tanto políticos quanto econômicos. Guerras, as quais Bauman pensa que são tentativas essenciais de resolver problemas globais tornaram-se intratáveis. O resultado é um “excesso de humanidade” - humanidade como produto desperdiçado - completamente alienada de identidade pessoal, e até um estado que vai reconhecer a existência deles.

Bauman sugeste que a democracia tornou-se ironicamente um caso elitista, onde o rico protege seus interesses e o pobre continua a sofrer da falta de segurança social e redes de apoio governamental. Ele também não é terrivelmente otimista sobre as chances de ganhar uma utopia pré-globalizada, uma palavra que Thomas More primeiramente notou que pode significar, ou paraíso ou nenhum lugar. Enquanto é ainda um paraíso para alguns, nosso mundo tornou-se muito líquido. No fim, Bauman oferece em cada análise da globalização o principal paradoxo da modernidade: uma vida permanente acontecendo através da impermanência.


Comentários

Postagens mais visitadas