Caso Clínico: Peggy Isaac

Hoje será apresentado um caso clínico em que foi feito o diagnóstico pelos critérios do DSM-V (Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais, 5º edição)
O caso é o da paciente Peggy Isaac e está a seguir:


1)      Identifique os principais sintomas do caso clínico. Quais são os sintomas mais evidentes?
Nervosismo, reclusão, angústia, tensão, cansaço, dificuldades de concentração, medo de sair de casa, não gosta de ficar sozinha (romanticamente).
2)      Baseado nos estudos prévios, qual possível diagnóstico você investigaria?
O diagnóstico seria TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada).
3)      Compare aos critérios do DSM 5.
A.      Ansiedade e preocupação excessivas (medo de falhar no trabalho e preocupação com dinheiro)
B.      1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.
2. Fatigabilidade.
4. Irritabilidade.
5. Tensão muscular
                D. A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
                E. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento) ou a outra condição médica (p. ex., hipertireoidismo).
               
4)      Você teve alguma dúvida de diagnóstico ou precisou consultar o diagnóstico diferencial? Se sim, qual(is) foram?
O fato de já dizer o diagnóstico no texto ajudou, mas apenas pela primeira frase da paciente “estou sempre nervosa” já pode-se prever o Transtorno de Ansiedade. Mais para frente, vários dos sintomas do transtorno são apresentado.
5)      A condução do caso foi satisfatória? Avalie criticamente e identifique itens que não foram avaliados no caso clínico. Mencione quais outros aspectos vocês avaliaram.
Foi já que o diagnóstico tem grandes chances de estar certo. Foi importante avaliar a fala da paciente e os sintomas de qual reclamava. Importante também levar em considerações os sintomas que ela negava.


ITENS COMPLEMENTARES PARA AUXILIAR NA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
- Como se realiza o registro? É necessário especificadores?
A partir da fala da paciente, do histórico médico e dos sintomas apresentados.

- Mais comum em qual sexo?                                                
Duas vezes mais provável em mulheres.

- Quais são os primeiros sinais? Costuma durar por toda vida?
Os primeiros sinais podem ser nervosismos em situações adversas, até falta de ar e choro constante. Com medicações administradas de forma correta e psicoterapia, a ansiedade pode melhor visivelmente.

- Qual idade costuma iniciar?
A idade média é aos 30 anos. Um pouco mais tardia que outros transtornos de ansiedade.

- Tem algum fator de risco importante?
Temperamentais. Inibição comportamental, afetividade negativa (neuroticismo) e evitação de danos foram associadas ao transtorno de ansiedade generalizada. Ambientais. Embora as adversidades na infância e a superproteção parental tenham sido associadas ao transtorno de ansiedade generalizada, não foram identificados fatores ambientais específicos para o transtorno ou necessários ou suficientes para fazer o diagnóstico. Genéticos e fisiológicos. Um terço do risco de experimentar transtorno de ansiedade generalizada é genético. Os fatores genéticos se sobrepõem ao risco de neuroticismo e são compartilhados com outros transtornos de ansiedade e humor, particularmente o transtorno depressivo maior.

- Apresenta altas prevalências de comorbidade? Quais?
Podem preencher critérios para outro transtorno de ansiedade ou transtorno depressivo unipolar.




O caso de Peggy Isaac é sobre o diagnóstico de um transtorno (infelizmente) comum na sociedade atual. Ele é uma forma elevada de Transtorno de Ansiedade, um pouco mais grave, um pouco mais abrangente e um pouco mais letal. Ele é o TA Generalizada. A paciente abre a consulta com sua queixa principal sendo “estar sempre nervosa” que é algo que qualifica e de certa forma caracteriza muito este transtorno. Ao longo do texto, em que ela vai contando os outros sintomas, podemos ver que sua ansiedade está em um nível preocupante, já que ela inclusive parou de sair de casa e começou a viver reclusa, o que afeta sua vida em vários âmbitos. Os sintomas são os padrões para essa patologia, e mostram de forma clara que Peggy a tem. Vivendo com o coração quebrado, ela tenta seguir em frente mesmo que a ansiedade a impeça. Ela tinha uma “vida perfeita”, o que mostra que a doença acomete as pessoas independente disso. Ao ser perguntada sobre pensamentos suicidas, ela responde que não os tem, o que é um alívio para o psiquiatra. Seu nível de ansiedade é grave.

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